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terça-feira, 25 de agosto de 2026
Advérbio x Pronome Indefinido – como diferenciar?
As 10 classes de palavras ou classes gramaticais
1. Substantivo
Substantivo é a palavra que nomeia os seres em geral, desde objetos, fenômenos, lugares, qualidades, ações, dentre outros, tais como: Ana, Brasil, beleza.
Exemplos de frases com substantivo:
- A Ana é super inteligente.
- O Brasil é lindo.
- A tua beleza me encanta.
- O guarda-chuva do João quebrou.
- A casa é grande e tem um jardim bonito.
Classificação dos substantivos
Os substantivos são classificados em:
- Comum: designam seres de forma genérica (país, cidade, pessoa)
- Próprio: quando se refere a seres específicos, individualizando-os dentro de uma espécie. Eles são escritos com letra maiúscula (Brasil, Rio de Janeiro, Joana).
- Simples: são formados por apenas um radical, que é o elemento básico da palavra (casa, flor, gato).
- Composto: são formados por mais de um radical, que é o elemento básico da palavra (guarda-chuva, beija-flor, girassol).
- Primitivo: não derivam de outras palavras da língua (pedra, livro, sol).
- Derivado: derivam de outras palavras da língua (pedreira, livraria, solar).
- Concreto: designam seres ou coisas com existência própria (cadeira, cachorro, pessoa).
- Abstrato: designam ações, estados, qualidades ou sentimentos (beleza, felicidade, coragem).
- Coletivo: designam um conjunto de seres da mesma espécie (cardume, enxame, alcateia).
2. Verbo
Verbo é a palavra que indica ações, estados, processos ou fenômenos da natureza, tais como: sair, estar, correr, chover.
Exemplos de frases com verbo:
- Sairemos esta noite?
- Corro todos os dias.
- Chovendo, eu não vou.
- Ele está feliz com a notícia.
- As plantas crescem rapidamente na primavera.
Classificação dos verbos
Os verbos são classificados em:
- Regulares: são os conjugados de acordo com modelos de conjugação dos verbos padrões das três conjugações: -ar, -er, -ir (amar - amo, amas, ama, amamos, amais, amam; vender - vendo, vendes, vende, vendemos, vendeis, vendem; partir - parto, partes, parte, partimos, partis, partem).
- Irregulares: são os que não seguem os modelos de conjugação dos verbos padrões, apresentando alterações no radical ou nas terminações (dar - dou, dás, dá, damos, dais, dão; caber - caibo, cabes, cabe, cabemos, cabeis, cabem; cair - caio, cais, cai, caímos, caís, caem).
- Defectivos: são os que não são conjugados em todas as formas verbais (falir - não tem a primeira pessoa do singular do presente do indicativo; reaver - não tem muitas formas).
- Abundantes: possuem mais de uma forma verbal aceita e correta em algumas de suas conjugações. Eles podem apresentar tanto uma forma regular quanto uma irregular (aceitar - aceitado / aceito; entregar - entregado / entregue).
- Anômalo: são um subgrupo dos irregulares, com alterações muito significativas (ser - sou, és, é, somos, sois, são; ir - vou, vais, vai, vamos, vais, vão).
3. Adjetivo
Adjetivo é a palavra que caracteriza, atribui qualidades aos substantivos, tais como: feliz, superinteressante, amável.
Exemplos de frases com adjetivo:
- A criança ficou feliz.
- O artigo ficou superinteressante.
- Sempre foi amável comigo.
- Os seus olhos são verdes.
- Meus pais são brasileiros.
Classificação dos adjetivos
Os adjetivos são classificados em:
- Primitivos: não derivam de outras palavras (bom, triste, verde).
- Derivados: derivam de outras palavras (bondoso, tristonho, esverdeado).
- Simples: formado por um único radical, que é o elemento básico da palavra (forte, feliz, bonito).
- Compostos: formado por mais de um radical, que é o elemento básico da palavra (azul-marinho, verde-escuro, socioeconômico).
- Pátrios: indicam a nacionalidade ou local de origem (brasileiro, paulista, asiático)
4. Pronome
Pronome é a palavra que substitui ou acompanha o substantivo, indicando a relação das pessoas do discurso, posse e posições, tais como: eu, meu, aquele.
Exemplos de frases com pronome:
- Eu aposto como ele vem.
- Meu caderno é novo.
- Aquele tipo não me sai da cabeça.
- Quem vai contigo?
- Tentei ligar, mas ninguém atendeu.
Classificação dos pronomes
Os pronomes são classificados em:
- Pessoais (reto e oblíquo): eu, tu, ele, me, te, se…
- Possessivos: meu, minha, tua...
- Demonstrativos: este, esta, isto...
- Relativos: que, quem, onde...
- Indefinidos: alguém, ninguém, tudo...
-
Interrogativos: que, quem, qual...
5. Artigo
Artigo é a palavra que antecede o substantivo para dar um sentido determinado ou indeterminado, tais como: o, as, uns, uma.
Exemplos de frases com artigo:
- O menino saiu.
- As meninas saíram.
- Uns meninos tocaram a campainha.
- Uma chance é o que preciso.
Classificação dos artigos
Os artigos são classificados em:
- Definidos: o, a, os, as, os.
- Indefinidos: um, uma, uns, umas.
6. Numeral
Numeral é a palavra que indica a posição ou o número de elementos, tais como: um, primeiro, dezenas.
Exemplos de frases com numeral:
- Um pastel, por favor!
- Primeiro as damas.
- Dezenas de pessoas estiveram presentes.
Classificação dos numerais
Os numerais podem ser:
- Cardinais: indicam a quantidade exata de seres ou objetos (um, dois, três...).
- Ordinais: indicam a posição ou ordem de seres ou objetos numa sequência (primeiro, segundo, terceiro...).
- Multiplicativos: indicam a multiplicação de seres ou objetos (dobro, triplo, quádruplo...).
- Fracionários: indicam a divisão de seres ou objetos (meio, terço, quarto...).
7. Preposição
Preposição é a palavra que liga dois elementos da oração, tais como: a, após, para.
Exemplos de frases com preposição:
- Entreguei a carta a ele.
- As portas abrem após as 18h.
- Isto é para você.
Classificação das preposições
As preposições são classificadas em:
- Preposições essenciais: são palavras que só funcionam como preposições e não desempenham nenhuma outra função na língua (a, ante, após, até, com...).
- Preposições acidentais: palavras que, além de funcionarem como preposições, podem desempenhar outras funções gramaticais, como advérbios, conjunções, etc. (como, conforme, durante, exceto...).
8. Conjunção
Conjunção é a palavra que liga dois termos ou duas orações de mesmo valor gramatical, tais como: mas, portanto, conforme.
Exemplos de frases com conjunção:
- Vou, mas não volto.
- Portanto, não sei o que fazer.
- Dançar conforme a dança.
Classificação das conjunções
As conjunções são classificadas em:
- Coordenativas: aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas e explicativas.
- Subordinativas: integrantes, causais, comparativas, concessivas, condicionais, conformativas, consecutivas, temporais, finais e proporcionais.
9. Interjeição
Interjeição é a palavra que exprime emoções e sentimentos, tais como: Olá! Viva! Psiu!
Exemplos de frases com interjeição:
- Olá! Sou a Maria.
- Viva! Conseguimos ganhar o campeonato.
- Psiu! Não faça barulho aqui.
As interjeições são classificadas em: alegria, desejo, dor, surpresa, silêncio, entre outros.
10. Advérbio
Advérbio é a palavra que modifica o verbo, o adjetivo ou outro advérbio, exprimindo circunstâncias de tempo, modo, intensidade, entre outros, tais como: melhor, demais, ali.
Exemplos de frases com advérbio:
- Escrevia melhor quando tinha o hábito de ler.
- Não acha que trouxe folhas demais?
- O restaurante é ali.
Os advérbios são classificados em: modo, intensidade, lugar, tempo, negação, afirmação, dúvida, entre outros.
Resumo das classes de palavras (ou classes gramaticais) com exemplos

O que é classe gramatical?
É a classificação das palavras em grupos conforme a sua função na língua portuguesa. Elas podem ser variáveis e invariáveis, dividindo-se da seguinte forma:
- Palavras variáveis - aquelas que variam em gênero, número e grau: substantivo, verbo, adjetivo, pronome, artigo e numeral.
- Palavras invariáveis - as que não variam: preposição, conjunção, interjeição e advérbio.
Para você entender melhor: O que é classe gramatical?
Exercício de classes gramaticais
Indique a que classe de palavras pertencem as palavras em negrito.
a) As meninas são tão corajosas quanto os meninos.
b) Coragem!
c) Falta a coragem…
d) Com seus trinta anos já era para ter juízo.
e) Há uns anos não sabia o que fazer da vida.
f) Fazer o bem sem olhar a quem.
g) Os trabalhos ficaram muito bem feitos.
h) Fui bem na prova.
i) Ainda bem!
j) Fiz o dobro do trabalho e não adiantou.
k) Aqueles são os meus clientes.
l) Perante seu discurso senti-me motivado.
m) Estou motivado porque o palestrante transmitiu motivação.
Pratique mais:
- Exercícios de classes de palavras
- Exercícios de classes de palavras para 6º ano
- Exercícios de morfologia
Referências Bibliográficas
CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima Gramática da Língua Portuguesa. 48. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2010.
CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985.
Exercício de classes gramaticais
Indique a que classe de palavras pertencem as palavras em negrito.
a) As meninas são tão corajosas quanto os meninos.
b) Coragem!
c) Falta a coragem…
d) Com seus trinta anos já era para ter juízo.
e) Há uns anos não sabia o que fazer da vida.
f) Fazer o bem sem olhar a quem.
g) Os trabalhos ficaram muito bem feitos.
h) Fui bem na prova.
i) Ainda bem!
j) Fiz o dobro do trabalho e não adiantou.
k) Aqueles são os meus clientes.
l) Perante seu discurso senti-me motivado.
m) Estou motivado porque o palestrante transmitiu motivação.
Pratique mais:
- Exercícios de classes de palavras
- Exercícios de classes de palavras para 6º ano
- Exercícios de morfologia
Referências Bibliográficas
CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima Gramática da Língua Portuguesa. 48. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2010.
CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985.
Advérbio ou Pronome Indefinido?
Os recursos disponibilizados pela língua que falamos, uma vez analisados, apresentam-se como distintos. Nesse sentido, ao formularmos e colocarmos nossos pensamentos em prática por meio dos discursos que produzimos, fazemos uso de distintas palavras, associando-as de acordo com a relação que estabelecem entre si dentro de um contexto oracional.
Evidente é que, acerca desse último aspecto, estamos fazendo menção à morfologia e à sintaxe - divisões da gramática, sendo a primeira delas responsável pelo estudo da forma como se apresentam os vocábulos; e a segunda, pelas relações que se dão entre eles, como já mencionado. Pois bem, amigo(a) usuário(a), a depender desse entrelaçar de relacionamento, uma mesma palavra pode ora ocupar uma classe ora outra, como é o que ocorre com o advérbio e com o pronome indefinido. Nesse sentido, como atribuí-los a classificação adequada? É por esse motivo que aqui nos encontramos, para trocarmos algumas experiências e torná-lo(a) apto(a) a realizar tal procedimento. Para tanto, consideremos alguns pressupostos:
# Levando em consideração que o advérbio se caracteriza como uma classe invariável (não se tornando passível de flexão), ele faz referência a um verbo, acima de tudo, a um adjetivo ou a outro advérbio, propriamente dito. Assim, constatemos alguns exemplos:
Aquela garota fala muito. (intensificando a ação verbal)
Aquela garota apresenta muito espontânea. (intensificando o adjetivo)
Aquela garota gesticula muito espontaneamente. (intensificando o próprio advérbio)
Constatamos que em todos os casos a palavra em questão, representada por “muito”, permanece invariável, sem nenhuma flexão. Diante desse aspecto, afirmamos que se trata de um advérbio.
# Tendo em vista que o pronome indefinido se refere a um substantivo e com ele concorda em gênero (masculino/feminino) e número (singular/plural), a flexão é um caso notável. Analisemos, pois, o exemplo a seguir:
A garota gesticulou em muitos momentos.
Inferimos que “muitos”, uma vez concordando com o substantivo “momentos”, apresenta variação, estabelecendo assim a devida concordância. Nesse caso, resta-nos afirmar que estamos diante de um pronome indefinido.
segunda-feira, 24 de agosto de 2026
Advérbios
Os advérbios qualificam verbos e intensificam o sentido de adjetivos e de outros advérbios. Podem ser classificados como advérbio:
-
de lugar
-
de tempo
-
de modo
-
de intensidade
-
de afirmação
-
de negação
-
de dúvida
Os advérbios variam em grau, podendo ser analítico ou sintético.
Leia também: Adjetivo ou advérbio?
O que é advérbio?
Advérbio é a classe de palavras que acompanha verbos, adjetivos ou outros advérbios, acrescentando-lhes características ou intensificando o seu sentido.
Classificação dos advérbios
A classe dos advérbios é extensa, havendo algumas classificações de acordo com o sentido do advérbio.
→ Advérbio de lugar
Ajuda a caracterizar o lugar ao qual o verbo refere-se por meio da noção de posição e direção. Alguns advérbios de lugar são “perto”, “longe”, “dentro”, “fora”, “aqui”, “ali”, “lá” e “atrás”.
Exemplos:
-
Demorou, mas chegou longe!
-
Por que não ficamos aqui?
-
A pulseira está dentro.
→ Advérbio de tempo
Dá noção temporal, período de tempo, aos verbos. Alguns advérbios de tempo são: “antes”, “depois”, “hoje”, “ontem”, “amanhã”, “sempre”, “nunca”, “cedo” e “tarde”.
Exemplos:
-
Cedo ou tarde, atingiremos nossos objetivos.
-
Sempre que precisar de algo, basta chamar-me.
-
Preciso ir, depois nos falamos.
→ Advérbio de modo
Indica a maneira como a ação dos verbos foi executada. Alguns advérbios de modo são “rápido”, “devagar”, “bem”, “mal”, entre outros com o sufixo “-mente”.
Exemplos:
-
Eu terminava depressa os meus deveres.
-
Nós estamos indo bem na competição.
-
Ouvia pacientemente as queixas dela.
→ Advérbio de intensidade
Caracteriza a intensidade da ação verbal ou da qualidade do adjetivo (ou mesmo de outros advérbios). Alguns advérbios de intensidade são: “muito”, “pouco”, “bastante”, “demais”, “tanto” e “tão”.
Exemplos:
-
Ele falava pouco.
-
Eles formam um casal tão bonito!
-
Nossas amigas arrumam-se muito depressa.
→ Advérbio de afirmação
Reforça o sentido de afirmação. Alguns advérbios de afirmação são “sim”, “decerto” e palavras afirmativas com o sufixo -mente (“certamente”, “realmente”, entre outras). Algumas palavras, como “claro” e “positivo”, podem ser classificadas como advérbio dependendo do contexto, mas é necessário atenção aos casos.
Exemplos:
-
Eu vou, sim.
-
Decerto passaram por aqui.
-
Claro que entendemos!
→ Advérbio de negação
Reforça o sentido de negação. Alguns advérbios de negação são “não” e “nem”. Em contextos específicos, palavras como “negativo”, “nenhum”, “nunca”, “jamais”, entre outras, podem ser classificadas como advérbio de negação, mas é necessário atenção aos casos.
Exemplos:
-
Eu nem vi isso passar.
-
Não aceitamos mais isso.
-
Ela não ficou nada satisfeita.
→ Advérbio de dúvida
Enfatiza o sentido de dúvida. Alguns advérbios de dúvida são: “talvez”, “quiçá”, “porventura” e palavras que expressem dúvida acrescidas do sufixo -mente, como “possivelmente” e “provavelmente”.
Exemplos:
-
Quiçá chova hoje.
-
Nós talvez venhamos à sua festa.
-
Possivelmente teremos os recibos até amanhã.
Leia também: Diferenças entre adjetivo e advérbio
Advérbios interrogativos
Advérbios interrogativos são aqueles que iniciam uma pergunta. Há quatro tipos de advérbios interrogativos.
-
Advérbio interrogativo de lugar: “Onde eles moram?”
-
Advérbio interrogativo de tempo: “Quando poderemos nos ver?”
-
Advérbio interrogativo de modo: “Como você está?”
-
Advérbio interrogativo de causa: “Por que não me pediu ajuda?”
Grau dos advérbios
Alguns advérbios são variáveis em grau, o que significa que podem variar na intensidade. Essa variação pode ser de maneira comparativa ou superlativa.
-
Comparativo
No grau comparativo, o advérbio aparece em uma relação de igualdade, superioridade ou inferioridade entre dois ou mais elementos.
- Igualdade: tão/tanto + advérbio + quanto
Nós corremos tão rápido quanto eles.
Ela se veste tão bem quanto ele.
- Superioridade: mais + advérbio + (do) que
Nós corremos mais rápido do que eles.
Ela se veste melhor do que ele.
- Inferioridade: menos + advérbio + (do) que
Nós corremos menos rápido do que eles.
Ela se veste pior do que ele.
No caso dos advérbios “bem” e “mal”, utilizamos a forma “melhor” ou “pior” de acordo com o contexto.
→ Superlativo
No grau superlativo:
- Analítico: quando um advérbio acompanha outro para afetar o seu grau.
Ele faz tudo muito rápido.
- Sintético: o advérbio tem seu grau afetado pelo sufixo que altera a palavra.
Ele faz tudo rapidíssimo.
Na linguagem coloquial, outras variações de superlativo sintético podem ser encontradas pelo uso de sufixos ou prefixos.
- Diminutivo: Ele faz tudo “rapidinho”.
- Aumentativo: Ele faz tudo “rapidão”.
- Prefixo: Ele faz tudo “super-rápido”.
No entanto, essas variações ainda devem ser evitadas na linguagem formal.
Locução adverbial
A locução adverbial ocorre quando duas ou mais palavras juntam-se para ter o valor de um advérbio, ou seja, duas ou mais palavras formam uma única expressão que funciona como advérbio.
A locução adverbial é mais comumente formada por dois ou mais advérbios ou por um advérbio e uma preposição, mas há variações. As locuções adverbiais são classificadas do mesmo modo que os advérbios.
-
Locução adverbial de lugar: “ao redor de”, “perto de”, “longe de”, “em cima de”, “embaixo de”, entre outras.
-
Locução adverbial de tempo: “nunca mais”, “mais tarde”, “de manhã”, “em breve”, entre outras.
-
Locução adverbial de modo: “ao contrário”, “em detalhes”, entre outras.
-
Locução adverbial de intensidade: “muito mais”, “muito menos”, “em excesso”, entre outras.
-
Locução adverbial de afirmação: “com certeza”, “sem dúvidas”, “de fato”, entre outras.
-
Locução adverbial de negação: “de forma alguma”, “de jeito nenhum”, entre outras.
-
Locução adverbial de dúvida: “quem sabe”.
Acesse também: Colocação dos advérbios – regras e exceções
Exercícios resolvidos
Questão 1 – (FGV)


Assinale a alternativa em que o termo indicado seja classificado como advérbio.
A) mais (L.124)
B) conforme (L.12)
C) nenhum (L.41)
D) Nada (L.4)
E) demais (L.51)
Resolução
Alternativa D. No trecho “Nada diferente do que ocorre em relação...”, o advérbio “nada” caracteriza o adjetivo “diferente”.
Questão 2 – (Copeve-Ufal) Assinale a opção que completa adequadamente as lacunas do período seguinte.
Eduarda comeu ________ bacia de pipocas e ficou _______ enjoada. Para amenizar o mal-estar, foi à farmácia e comprou __________ anti-ácidos [sic] e fez ela ________ sua medicação.
A) meia – meio – bastantes – mesmo
B) meia – meia – bastante – mesmo
C) meia – meio – bastante – mesma
D) meia – meia – bastantes – mesma
E) meia – meio – bastantes – mesma
Resolução
Alternativa E. Advérbios variam apenas em grau, e não em gênero ou em número. Apenas a segunda lacuna apresenta um advérbio: “ficou meio enjoada”.
Advérbio
O advérbio é a palavra que indica uma circunstância (modo, lugar, tempo). Ele pode modificar um verbo, um adjetivo ou outro advérbio. Exemplos:
- O vizinho fala alto. (alto é um advérbio que indica o modo como o vizinho fala)
- A modelo é muito bonita. (muito é um advérbio que intensifica o quanto a modelo é bonita)
- O vizinho fala bastante alto. (bastante é um advérbio que intensifica o quanto o vizinho fala alto)
De acordo com as circunstâncias que exprimem, os advérbios podem ser de modo, intensidade, lugar, tempo, negação, afirmação, dúvida, entre outros.
Advérbio de modo
Bem, mal, assim, melhor, pior, depressa, devagar, acinte, adrede, debalde, e grande parte das palavras que terminam em "-mente", como cuidadosamente, calmamente, tristemente.
O advérbio de modo indica a forma como algo aconteceu ou foi feito, por exemplo:
- Fui bem na prova.
- Estava andando depressa por causa da chuva.
- Colocou os copos cuidadosamente na pia.
Advérbio de intensidade
Muito, demais, pouco, mais, menos, bastante, tão, quão, demasiado, imenso, quanto, quase, tanto, assaz, tudo, nada, todo.
O advérbio de intensidade reforça algo, por exemplo:
- Comeu demasiado naquele almoço.
- Ela gosta bastante dele.
- A mãe é muito atenciosa.
Advérbio de lugar
Aí, aqui, acolá, cá, lá, ali, adiante, abaixo, embaixo, acima, adentro, dentro, afora, fora, atrás, detrás, além, aquém, defronte, antes, aonde, longe, perto, algures, nenhures, alhures.
O advérbio de lugar indica um espaço ou uma posição, por exemplo:
- Deixei os livros ali.
- O livro está embaixo da mesa.
- As notas estão bem abaixo do esperado.
Advérbio de tempo
Hoje, já, afinal, logo, agora, amanhã, amiúde, antes, ontem, tarde, breve, cedo, depois, enfim, ainda, jamais, nunca, sempre, doravante, outrora, primeiramente, imediatamente, antigamente, provisoriamente, sucessivamente, constantemente, entrementes.
O advérbio de tempo indica um momento, um período, por exemplo:
- Ontem estivemos numa reunião de trabalho.
- Sempre estamos juntos.
- Já chegou?
Advérbio de negação
Não, nem, tampouco.
O advérbio de negação serve para negar ou dizer que algo não é verdade, por exemplo:
- Não saiu de casa naquela tarde.
- Nem me fale nisso.
- Detesto areia, tampouco vou à praia.
Advérbio de afirmação
Sim, certo, certamente, realmente, decididamente, efetivamente, deveras, indubitavelmente, decerto.
O advérbio de afirmação serve para afirmar ou confirmar, por exemplo:
- Certamente passearemos nesse domingo.
- Ele gostou deveras do presente de aniversário.
- Sim, vou.
Advérbio de dúvida
Talvez, possivelmente, provavelmente, acaso, porventura, quiçá, casualmente.
O advérbio de dúvida serve para indicar incerteza, por exemplo:
- Provavelmente irei ao banco.
- Quiçá chova hoje.
- Talvez o cumprimente.
Advérbio interrogativo
Quando, como, onde, aonde, donde, por que.
O advérbio interrogativo pode indicar circunstâncias de modo, tempo, lugar e causa. É usado apenas em orações interrogativas diretas ou indiretas, por exemplo:
- Por que vendeu o livro? (oração interrogativa direta, que indica causa)
- Quando posso sair? (oração interrogativa direta, que indica tempo)
- Explica como você fez isso. (oração interrogativa indireta, que indica modo)
Advérbio de ordem
Depois, após, ultimamente, primeiramente.
O advérbio de ordem serve para indicar ou colocar em ordem, por exemplo:
- Depois vou à praia.
- Ultimamente acordo cedo.
- Primeiramente cumprimentou os presentes.
Advérbio de inclusão
Também, inclusive, ainda, mesmo, até.
O advérbio de inclusão serve para incluir, acrescentar algo, por exemplo:
- Até ele tirou boas notas.
- As joias também sumiram.
- Inclusive, ele fala alemão.
Advérbio de exclusão
Só, somente, salvo, exclusivamente, apenas.
O advérbio de exclusão serve para excluir, deixar algo de fora, por exemplo:
- Só foi à escola hoje.
- Come somente vegetais.
- Está estudando apenas para o Enem.
Flexão dos advérbios
Os advérbios são considerados palavras invariáveis, pois não sofrem flexão de número (singular e plural) e gênero (masculino, feminino). No entanto, os advérbios são flexionados nos graus comparativo e superlativo.
Grau comparativo
No grau comparativo, o advérbio pode caracterizar relações de igualdade, inferioridade ou superioridade.
Igualdade: formado por "tão + advérbio + quanto" (como), por exemplo: Joaquim fala tão baixo quanto Pedro.
Inferioridade: formado por "menos + advérbio + que" (do que), por exemplo: Minha casa é menos perto que a casa de Sílvia.
Superioridade: formado por "mais + advérbio + que" (do que), por exemplo: Ana anda mais depressa que Carolina.
Grau superlativo
No grau superlativo, o advérbio pode ser superlativo analítico ou superlativo sintético.
Analítico: quando acompanhado de outro advérbio, por exemplo: Isabel fala muito baixo.
Sintético: quando é formado pelo sufixo -íssimo, por exemplo: Isabel fala baixíssimo.
Locuções adverbiais
As locuções adverbiais são duas ou mais palavras que têm a função de advérbio. De acordo com as circunstâncias que exprimem, as locuções adverbiais podem ser de tempo, modo, lugar, entre outras.
Exemplos:
- Em breve nos veremos. (locução adverbial de tempo)
- Fez os deveres às pressas. (locução adverbial de modo)
- Vire à direita. (locução adverbial de lugar)
Avaliação de português: Advérbios – 6º ano
Avaliação de Português, indicada para estudantes do sexto ano do ensino fundamental, com atividades de leitura e interpretação de narrativa de aventura e exercícios sobre advérbios.
Esta avaliação de língua portuguesa está disponível para download em modelo editável do Word, pronto para impressão em PDF e também a atividade respondida.
Baixe esta atividade em:
- Word: Avaliação de português: Advérbios – 6º ano – Modelo editável
- PDF: Avaliação de português: Advérbios – 6º ano – Pronta para imprimir
- Gabarito: Avaliação de português: Advérbios – 6º ano – Com resposta
ESCOLA: DATA:
PROF: TURMA:
NOME:
Avaliação de Língua Portuguesa
1) Faça a leitura das tirinhas abaixo, em seguida, classifique os advérbios grifados de acordo com o seguinte código:
Atenção faça a classificação dos advérbios na caixa de texto ao lado de cada tirinha.
A = advérbio de lugar
B = advérbio de tempo
C = advérbio de modo
D = advérbio de negação
E = advérbio de intensidade
F = advérbio de afirmação





Texto para as questões de 2 a 9
A criatura
A tempestade tornava a noite ainda mais escura e assustadora. Raios riscavam o céu de chumbo e a luz azulada dos relâmpagos iluminava o vale solitário, penetrando entre as árvores da floresta espessa. Os trovões retumbavam como súbitos tiros de canhão, interrompendo o silêncio do cenário […]. Alimentadas pela chuva insistente, as águas do rio começavam a subir e a invadir as margens, carregando tudo o que encontravam no caminho. Barrancos despencavam e árvores eram arrancadas pela força da correnteza, enquanto o rio se misturava ao resto como se tudo fosse uma coisa só. Mas algo… ou alguém… ainda resistia. Agarrado desesperadamente a um tronco grosso que as águas levavam rio abaixo, um garoto exausto e ferido lutava para se manter consciente e ter alguma chance de sobreviver. Volta e meia seus braços escorregavam e ele quase afundava, mas logo ganhava novas forças, erguia a cabeça e tentava inutilmente dirigir o tronco para uma das margens. De repente, no período de silêncio que se seguia a cada trovão, ele começou a ouvir um barulho inquietante, que ficava mais e mais próximo. Uma fumaça esquisita se erguia à frente, e ele então compreendeu: era uma cachoeira! […] um pulo desesperado, agarrou o ramo de uma árvore que ainda se mantinha de pé perto da margem e soltou o tronco flutuante, que seguiu seu caminho até a beira do precipício e nele mergulhou descontrolado. A tempestade prosseguia e cegava o garoto, o rio continuava seu curso feroz e a cachoeira rosnava bem perto de onde ele estava. De repente, percebeu que a distância entre uma das margens e o galho em que se pendurava talvez pudesse ser vencida com um pulo. Deu um jeito de se livrar da camisa molhada, que colava em seu corpo e tolhia seus movimentos. Respirou fundo para tomar coragem. Se errasse o pulo, seria engolido pela queda d’água… mas, se acertasse, estaria a salvo. Viu que não tinha outra saída e resolveu tentar. Tomou impulso e […]conseguiu alcançar a margem. […] Ficou de pé meio vacilante e examinou o lugar em torno, tentando decidir para que lado ir. Foi quando ouviu um rugido horrível, que parecia vir de bem perto. Correu para o lado oposto, mas não foi longe. Logo se viu encurralado em frente a um penhasco gigantesco, que barrava sua passagem. O rugido se aproximava cada vez mais. Estava sem saída. De um lado, o penhasco intransponível; de outro, uma fera esfomeada que o cercava pronta para atacar. Então, viu um buraco no paredão de pedra e se meteu dentro dele com rapidez. A fera o seguiu até a entrada da caverna, mas foi surpreendida. Com uma pedra grande que achou na porta da gruta, o garoto golpeou a cabeça do animal com toda a força que pôde e a fera cambaleou até cair, desacordada. Já fora da caverna, ele examinou o penhasco que teria que atravessar antes que o bicho voltasse a si. […] Foi quando uma águia enorme passou voando bem baixo e o garoto a agarrou pelos pés, alçando voo com ela. Vendo-se no ar, olhou para baixo, horrorizado. Se caísse, não ia sobrar pedaço. Segurou com firmeza as compridas garras do pássaro e atravessou para o outro lado do penhasco. O outro lado tinha um cenário muito diferente. Para começar, era dia, e o sol brilhava num céu sem nuvens sobre uma pista de corrida cheia de obstáculos, onde se posicionavam motocicletas devidamente montadas por pilotos de macacão e capacete, em posição de largada. Apenas em uma das motos não havia ninguém. A águia deu um voo rasante sobre a pista, e o garoto se soltou quando ela passava bem em cima da moto desocupada. Assim que ele caiu montado, foi dado o sinal de largada. As motos aceleraram ruidosamente e partiram em disparada, enfrentando obstáculos como rampas, buracos e lamaçais. O páreo era duro, mas a motocicleta do garoto era uma das mais velozes. Logo tomou a dianteira, seguida de perto por uma moto preta reluzente, conduzida por um piloto de aparência soturna. […]Inclinando o corpo um pouco mais, o garoto conseguiu acelerar sua moto e aumentou a distância entre ele e o segundo colocado. Mas o piloto misterioso tinha uma carta na manga: num golpe rápido, fez sua moto chegar por trás e, com um movimento preciso, deu uma espécie de rasteira na moto do garoto. A motocicleta derrapou e caiu, rolando estrondosamente pelo chão da pista e levantando uma nuvem de poeira. O garoto rolou com ela e ambos se chocaram com violência contra uma montanha de terra, um dos últimos obstáculos antes da chegada.A moto negra ganhou a corrida, sob os aplausos da multidão excitada, e o garoto ficou desmaiado no chão. Com um sorriso vitorioso, Eugênio viu aparecer na tela as palavras FIM DE JOGO. Soltou o joystick e limpou na bermuda o suor da mão. […]
Laura Bergallo. A criatura. São Paulo: SM, 2005. p. 37-44. LEITURA 2 Romance de aventura
2) Podemos classificar esse texto como:
a) ( ) uma narrativa de ficção
b) ( ) uma narrativa de aventura
c) ( ) uma descrição
d) ( ) um conto
3) O personagem principal da história a quem também chamamos de protagonista é quem vivencia muitas aventuras. Em sua opinião, quem é o protagonista do texto acima? Explique.
4) Qual é o foco narrativo apresentado no texto?
a) ( ) primeira pessoa
b) ( ) terceira pessoa
5) Observe o trecho extraído do texto:” Num pulo desesperado, agarrou o ramo de uma árvore que ainda se mantinha de pé perto da margem e soltou o tronco flutuante, que seguiu seu caminho até a beira do precipício e nele mergulhou descontrolado…” Esse trecho apresenta narrador:
a) ( ) personagem
b) ( ) observador
6) O texto apresenta dois cenários diferentes. Abaixo escreva (A) para descrições que representam o primeiro cenário e (B) para descrições que representam o segundo cenário. (1,0)
( ) O piloto misterioso.
( ) A tempestade tornava a noite ainda mais escura e assustadora.
( ) O sol brilhava.
( ) Raios iluminavam os céu e a luz do relâmpago iluminava o vale.
( ) garoto exausto e ferido lutava para se manter consciente.
( ) As motos enfrentavam obstáculos.
7) Classifique os advérbios destacados nos trechos abaixo.
a) ”Apenas em uma das motos não havia ninguém.”
( ) advérbio de modo
( ) advérbio de negação
b) ” A tempestade tornava a noite ainda mais escura e assustadora.”
( ) advérbio de modo
( ) advérbio de intensidade
c) “Agarrado desesperadamente a um tronco grosso.”
( ) advérbio de modo
( ) advérbio de intensidade
d) ” As motos aceleraram ruidosamente.”
( ) advérbio de modo
( ) advérbio de intensidade
8) Observe os trechos abaixo:
I.“De repente, no período de silêncio que se seguia a cada trovão, ele começou a ouvir um barulho inquietante.” Nesse trecho a palavra de repente é uma locução adverbial
II.” A motocicleta derrapou e caiu, rolando estrondosamente pelo chão.” Nesse trecho temos o advérbio de modo estrondosamente.
III.” Logo tomou a dianteira.” Nesse trecho a palavra logo é um advérbio de tempo.
Assinale a alternativa correta:
a) ( )Todas as alternativas estão corretas.
b) ( )Somente a alternativa I está correta.
c) ( ) Somente a alternativa II está correta.
d) ( ) Somente a alternativa III está correta.
9) Descreva o desfecho, ou seja, o fim da narrativa “ A criatura”.
10) Agora é sua vez de escrever uma narrativa de aventura. Eu já iniciei o texto você deverá continuá-la e dar um final surpreendente. Não esqueça do título. Seu texto deverá conter de 15 a 20 linhas.
Em uma pequena ilha morava um menino muito inteligente que gostava de viver aventuras. Todos os dias ele e seus amigos ________, ________, ______ saiam pela ilha em busca de aventuras. Certo dia…
Por Rosiane Fernandes Silva
Graduada em Letras