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sexta-feira, 15 de maio de 2026

Constituição Federal (CF/88) – Artigos 1º ao 250+

 

  • Destaques: Arts. 1º a 17 (Princípios Fundamentais, Direitos Individuais/Coletivos), Arts. 37 a 41 (Administração Pública), Arts. 194 a 204 (Seguridade Social), Arts. 205 a 214 (Educação).

  • Tamanho: ~60 páginas (texto puro).

  • Estratégia: dividir por títulos; grifar palavras-chave “vedado”, “gratuito”, “obrigatório”; usar mapas mentais para direitos e garantias.

2. Código Civil (Lei 10.406/2002) – Parte Geral e Obrigações

  • Destaques: Parte Geral (arts. 1º a 232) – pessoas, domicílio, bens; Teoria das Obrigações (arts. 233 a 420).

  • Tamanho: ~200 páginas (só a parte geral).

  • Estratégia: focar em prazos (prescrição/decadência), conceitos de capacidade, vícios do consentimento.

3. Código Penal (Decreto-Lei 2.848/1940) – Parte Geral (arts. 1º a 120)

  • Destaques: arts. 1º a 12 (princípios), arts. 13 a 25 (crime, concurso de pessoas), arts. 59 a 76 (penas).

  • Tamanho: ~50 páginas (Parte Geral).

  • Estratégia: decorar excludentes de ilicitude (art. 23), causas de aumento/diminuição.

4. Lei 8.112/1990 – Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União

  • Destaques: posse, exercício, estágio probatório (arts. 1º a 20); direitos e vantagens (arts. 40 a 91); deveres e proibições (arts. 116 e 117); processo disciplinar (arts. 143 a 182).

  • Tamanho: ~80 artigos realmente importantes (a lei tem 240 artigos).

  • Estratégia: tabela de penalidades (advertência, suspensão, demissão, cassação).

5. Lei 8.429/1992 (Lei de Improbidade Administrativa) – recentemente alterada

  • Destaques: atos de improbidade (arts. 9, 10, 11); penas; legitimidade para ação; prescrição.

  • Tamanho: ~50 artigos (pequena, mas densa).

  • Estratégia: comparar antes/depois da Lei 14.230/2021.

6. Lei 9.784/1999 – Processo Administrativo Federal

  • Destaques: direito de petição, deveres do administrado (arts. 1º a 12); fases do processo (arts. 16 a 50); recursos (arts. 56 a 65).

  • Tamanho: ~80 artigos de leitura obrigatória.

7. Lei Complementar 101/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF)

  • Destaques: arts. 1º a 8 (planejamento); arts. 9º a 14 (receita e despesa); arts. 15 a 24 (pessoal); arts. 35 a 42 (transparência e sanções).

  • Tamanho: 75 artigos – mas muito cobrados em concursos fiscais e de controle.

8. Lei 8.666/1993 (Licitações) – embora revogada pela 14.133/2021, ainda cobrada em muitos concursos antigos

  • Destaques: modalidades (arts. 22 e 23), dispensa/inexigibilidade (arts. 24 e 25), anulação e revogação (art. 49).

9. Súmulas e Jurisprudências Longas (STF, STJ, TST)

  • Exemplo: Súmula Vinculante STF (texto curto, mas precisa de contexto).

  • Estratégia: agrupar por tema (responsabilidade civil do Estado, tributos, processo penal).


Técnicas para estudar textos grandes para concursos

TécnicaComo aplicar
Leitura dinâmica seletivaPule exemplos, jurisprudências repetitivas – vá direto aos comandos normativos (verbos no presente do indicativo: “será”, “deverá”, “poderá”).
Grifo inteligenteUse apenas 3 cores: amarelo (obrigação), azul (exceção), verde (prazo).
Resumos por tópicosTransforme cada artigo longo em 1 frase + exemplo. Ex: art. 37, §2º CF → “pessoa jurídica indeniza dano causado por seus agentes (direito de regresso contra o agente se dolo/culpa)”.
Flashcards sistêmicosAnki ou Quizlet com frases diretas: “Qual o prazo para impetrar MS contra ato de Ministro de Estado?” (120 dias – Lei 12.016/2009).
Ciclos de repetição espaçadaRevisar o texto 24h depois, 7 dias, 30 dias.

Onde encontrar esses textos na íntegra (gratuitamente)

  • Planalto – leis na íntegrawww.planalto.gov.br

  • STF Jurisprudênciaportal.stf.jus.br

  • Vade Mecum online (atualizado) → Jusbrasil ou IBMEC

  • PDFs organizados por concurso → Estratégia Concursos, Direção Concursos (materiais gratuitos em algumas páginas)


Resumo final

Para concursos, não leia todo o texto grande de uma vez. Divida em blocos de 20 artigos, crie questões objetivas (múltipla escolha) a partir do texto, e faça revisões ativas (tentar lembrar sem olhar). Se for área jurídica ou fiscal, priorize CF, CP, CC, 8.112/90, LRF e Lei de Improbidade. Se for administrativo geral, 9.784/99 e 14.133/2021.

Dica extra: muitas bancas (FGV, FCC, Cespe/Cebraspe) cobram o texto literal de leis grandes – então leia o original ao menos 3 vezes (rápida, analítica, revisão final).

As Colunas do Português para Concursos

 

Para organizar seus estudos, divida a matéria em três grandes blocos:

1. Gramática Normativa

É a base técnica. Onde as regras "mandam".

  • Morfologia: Estudo das classes de palavras (substantivos, verbos, conjunções). Foco total em Conjunções — elas são as queridinhas das bancas para medir coesão.

  • Sintaxe: Aqui o bicho costuma pegar. Estude análise sintática (sujeito, objetos) para entender Regência e Concordância.

  • Pontuação: Não é pausa para respirar! É sintaxe. Entender o deslocamento de termos ajuda a não errar a vírgula.

2. Semântica e Interpretação

Onde a maioria dos candidatos escorrega por excesso de confiança.

  • Denotação vs. Conotação: Sentido literal vs. figurado.

  • Tipologia Textual: Diferença entre narrar, descrever, dissertar e injuriar (instruir).

  • Incerção e Inferência: Diferença entre o que está escrito e o que se pode concluir logicamente.

3. Redação Oficial (Manual da Presidência)

Comum em concursos federais e administrativos. Foca na impessoalidade, clareza e nos fechos oficiais (Atenciosamente e Respeitosamente).


💡 Dicas de "Ouro" para a Prova

  • Leia o enunciado duas vezes: Muitas vezes a banca pede a alternativa incorreta. No cansaço, o cérebro busca o que é certo automaticamente.

  • A "Trifeta" do Desempenho: Interpretação + Conjunções + Verbos. Se você dominar esses três, já garante 70% da prova.

  • Gramática Contextualizada: As bancas modernas (como FGV e Cebraspe) raramente perguntam "o que é um substantivo". Elas perguntam qual a função daquela palavra no texto. Estude sempre com textos de apoio.


📖 Texto para Treino de Interpretação

Tente identificar o tema central e a intenção do autor.

O Mito da Meritocracia na Educação

Historicamente, o sistema educacional tem sido vendido como o grande equalizador social. A narrativa é sedutora: baste o esforço individual, a dedicação hercúlea aos livros e o talento nato para que qualquer cidadão, independentemente de sua origem, ascenda aos mais altos postos da hierarquia social. No entanto, ao analisarmos as camadas mais profundas da estrutura pedagógica e socioeconômica, percebemos que a "linha de partida" é um conceito geográfico e socialmente mutável.

Enquanto uns correm em pistas de atletismo de última geração, com calçados tecnológicos e treinadores de elite, outros precisam desvendar o caminho em meio a matagais, descalços e com o peso da sobrevivência imediata nos ombros. Atribuir o sucesso apenas ao "mérito" sem considerar o capital cultural e econômico prévio não é apenas um equívoco estatístico; é uma forma de manutenção do status quo. A educação, sem políticas de equidade que corrijam as distorções de base, corre o risco de se tornar não uma ponte para o futuro, mas um muro que separa quem já nasceu com o mapa de quem ainda tenta descobrir em que direção fica o norte.


📝 Como analisar um texto desses na prova?

Ao encontrar um texto longo como o acima, siga este roteiro:

  1. Identifique a Tese: O autor é contra a ideia de que o esforço individual é o único fator de sucesso na educação.

  2. Busque os Conectivos: Note o uso do "No entanto" no primeiro parágrafo. Ele marca uma oposição (adversidade), mudando o rumo do argumento.

  3. Metáforas: A comparação entre "pistas de atletismo" e "matagais" serve para ilustrar a desigualdade de oportunidades.

  4. Vocabulário: Palavras como "Hercúlea" (muito difícil/grande) ou "Equidade" (senso de justiça/adaptação da regra ao caso concreto) costumam ser alvo de questões de substituição de sinônimos.

Português para Concursos: O Guia Completo para Gabaritar a Prova

 

Introdução: Por que o Português Reprova Tanto?

Não é exagero afirmar que a disciplina de Língua Portuguesa é, historicamente, a grande vilã dos concursos públicos no Brasil. Candidatos que dominam Direito Administrativo, Contabilidade ou Informática com maestria chegam à prova de português e tropeçam em questões que parecem, à primeira vista, simples. O resultado? A vaga que parecia garantida escapa pelas mãos.

Mas por que isso acontece?

A resposta está em um equívoco muito comum: a maioria dos candidatos acredita que "sabe português" pelo simples fato de falar e escrever em português desde a infância. E de fato, sabe — mas não o português das bancas examinadoras. O português cobrado em concursos é normativo, técnico e exige conhecimento formal das regras gramaticais, muitas das quais funcionam de maneira completamente diferente do que usamos no dia a dia.

Este guia foi pensado para desmistificar essa disciplina, apresentar os tópicos mais cobrados pelas principais bancas — como CESPE/CEBRASPE, FCC, FGV e VUNESP — e oferecer dicas práticas que transformam o estudo em resultado real na prova.


Parte 1: Interpretação de Texto — A Base de Tudo

1.1 O que as bancas realmente testam

A interpretação textual não é uma questão de "opinião" ou "feeling". As bancas trabalham com inferências precisas, baseadas exclusivamente no que está escrito no texto. Qualquer resposta que dependa de conhecimento externo ou julgamento pessoal está, quase certamente, errada.

Existem três tipos principais de questões de interpretação:

Questões literais: Pedem a identificação de informações explícitas no texto. A resposta está escrita, palavra por palavra, no trecho apresentado. Parece fácil, mas as bancas adoram parafrasear a informação e usar sinônimos para confundir o candidato.

Questões inferenciais: Pedem conclusões que podem ser logicamente deduzidas a partir do texto, mas que não estão explicitamente declaradas. São as mais perigosas, pois exigem que o candidato vá além da superfície sem sair dos limites do que o autor quis dizer.

Questões de julgamento: Pedem que o candidato avalie se determinada afirmação é verdadeira ou falsa com base no texto. O CESPE utiliza esse modelo extensamente em seu formato certo/errado.

1.2 Técnicas de leitura eficiente

Leia o enunciado antes do texto. Essa dica parece contraintuitiva, mas é poderosa. Quando você sabe o que está sendo perguntado antes de ler o texto, seu cérebro filtra as informações relevantes automaticamente. Você lê com propósito, não com passividade.

Sublinhe conectivos e operadores argumentativos. Palavras como porém, contudo, embora, ainda que, visto que, portanto, logo, assim são fundamentais para entender a estrutura lógica do texto. Elas indicam contraste, conclusão, causa, condição. Uma questão mal respondida frequentemente se deve a não ter percebido um "mas" ou um "embora" que inverte o sentido da afirmação.

Cuidado com os modificadores. Palavras como apenas, somente, todo, nenhum, sempre, jamais, necessariamente são armadilhas clássicas. Uma afirmação que seria verdadeira sem o "apenas" pode se tornar falsa com ele. As bancas sabem disso e exploram esse recurso exaustivamente.

Nunca extrapole. O maior erro de interpretação é "completar" o texto com informações externas. O texto diz o que diz. Se o autor não afirmou algo explicitamente e não há base para inferência lógica, a afirmação é falsa do ponto de vista da banca.

1.3 Tipos textuais mais cobrados

As bancas apresentam uma variedade ampla de gêneros textuais: artigos de opinião, reportagens, crônicas, textos literários, editoriais, textos científicos e até trechos de legislação. Cada um tem suas características:

  • Texto dissertativo-argumentativo: Apresenta tese, argumentos e conclusão. Questões frequentemente pedem a identificação da tese central ou dos argumentos utilizados.
  • Texto narrativo: Apresenta personagens, enredo, tempo e espaço. Questões exploram relações de causa e efeito entre os eventos.
  • Texto expositivo: Informa sem tomar partido. Questões exploram a compreensão das informações apresentadas.

Parte 2: Gramática — Os Tópicos que Mais Caem

2.1 Concordância Verbal

A concordância verbal é uma das maiores fontes de erros e, ao mesmo tempo, de acertos para candidatos bem preparados. Vejamos os principais casos especiais:

Sujeito composto antes do verbo: O verbo vai para o plural.

O diretor e a secretária assinaram o documento.

Sujeito composto depois do verbo: O verbo pode concordar com o sujeito mais próximo ou ir para o plural.

Chegou o diretor e a secretária.Chegaram o diretor e a secretária.

Sujeito coletivo: O verbo fica no singular quando o coletivo não está especificado.

A multidão invadiu o estádio.

Mas quando o coletivo vem seguido de adjunto adnominal no plural, o verbo pode ir para o plural:

A multidão de torcedores invadiu / invadiram o estádio.

Verbos impessoais: Os verbos haver (no sentido de existir), fazer (indicando tempo) e os verbos que indicam fenômenos da natureza são sempre conjugados na terceira pessoa do singular e não têm sujeito.

Havia muitas pessoas na fila. (e não "haviam") Faz três anos que não o vejo. (e não "fazem") Choveu muito ontem.

O verbo SER: É o campeão das exceções. Sua concordância depende dos elementos que compõem a oração.

Tudo são flores. (concorda com o predicativo) O problema são as dívidas. (concorda com o predicativo)

2.2 Concordância Nominal

Adjetivo com vários substantivos: Quando o adjetivo vem depois de substantivos de gêneros diferentes, vai para o masculino plural. Quando vem antes, concorda com o mais próximo.

Comprei calça e sapato novos. Comprei nova calça e sapato.

Palavras invariáveis: Algumas palavras nunca se flexionam, como menos, bastante (quando equivale a muito), meio (quando advérbio).

Ela estava meio cansada. (advérbio — invariável) Ela comeu meia laranja. (adjetivo — varia)

2.3 Regência Verbal — Os Verbos que Mais Caem

A regência verbal estuda a relação entre o verbo e seus complementos, especialmente o uso das preposições. Os verbos mais cobrados em concursos são:

ASSISTIR:

  • No sentido de ver, presenciar: exige a preposição "a"

    Assisti ao filme. (e não "Assisti o filme")

  • No sentido de ajudar, socorrer: exige a preposição "a"

    O médico assistiu ao paciente.

  • No sentido de caber, pertencer: exige a preposição "a"

    Assiste ao trabalhador o direito de greve.

VISAR:

  • No sentido de mirar, pôr visto: verbo transitivo direto (sem preposição)

    O atirador visou o alvo.

  • No sentido de ter em vista, objetivar: exige a preposição "a"

    O projeto visa a melhorar a educação.

ASPIRAR:

  • No sentido de inalar: verbo transitivo direto

    Aspirou o perfume.

  • No sentido de desejar, ambicionar: exige a preposição "a"

    Aspira à presidência da empresa.

PREFERIR:

  • Na norma culta, exige a preposição "a" entre os termos comparados, sem o uso de "mais" ou "do que"

    Prefiro café a chá.Prefiro café mais do que chá. ✗ (erro grave em provas)

2.4 Crase

A crase é, sem dúvida, o tema que mais gera dúvidas. A regra fundamental é simples: ocorre crase quando há a fusão da preposição "a" com o artigo feminino "a(s)" ou com o pronome demonstrativo "a(s)" (equivalente a "aquela/aquelas").

O truque do "ao": Substitua o termo feminino por um masculino equivalente. Se na frase masculina aparecer "ao", na feminina haverá crase.

Fui ao mercado. → Fui à feira.Cheguei a tempo. → Cheguei a tempo. (sem artigo, sem crase) ✔

Casos em que a crase é PROIBIDA:

  • Antes de palavras masculinas: Andei a cavalo.
  • Antes de verbos: Começou a chover.
  • Antes de pronomes pessoais: Dirigi-me a ela.
  • Antes dos pronomes que, quem, cujo: A mulher a quem me refiro...
  • Quando o "a" é artigo que acompanha o sujeito da oração.

Casos em que a crase é FACULTATIVA:

  • Antes de pronomes possessivos femininos: Refiro-me à/a sua proposta.
  • Antes de nomes próprios femininos: Entreguei o relatório à/a Maria.

Parte 3: Ortografia e Acentuação Gráfica

3.1 O Acordo Ortográfico e suas pegadinhas

Desde a implementação do Acordo Ortográfico de 1990 (com vigência plena a partir de 2016 no Brasil), algumas regras mudaram e continuam gerando confusão. As principais alterações que as bancas exploram:

Fim do trema: O trema foi eliminado das palavras vernáculas. Somente é mantido em palavras de origem estrangeira e seus derivados.

agüentaraguentar freqüentefrequente tranqüilotranquilo

Acentos diferenciais eliminados:

pára (verbo parar) → para péla/pêlapela pólo/pôlopolo

Acentos diferenciais mantidos:

pôde (pretérito perfeito) × pode (presente) pôr (verbo) × por (preposição) fôrma (molde) × forma (é opcional)

3.2 Uso do hífen — O tema mais temido

O hífen é, de longe, o aspecto ortográfico mais cobrado e mais confuso após o Acordo. As regras principais:

Com prefixos terminados em vogal + palavra iniciada com a mesma vogal: usa hífen.

anti-inflamatório, micro-ondas, auto-observação

Com prefixos terminados em vogal + palavra iniciada com vogal diferente: não usa hífen.

autoescola, autoestrada, semiaberto, antiaéreo

Com prefixos terminados em consoante + palavra iniciada com a mesma consoante: usa hífen.

sub-base, super-racional

Com os prefixos EX-, SEM-, ALÉM-, AQUÉM-, RECÉM-, PÓS-, PRÉ-, PRÓ-: sempre usa hífen.

ex-marido, sem-teto, recém-nascido, pós-graduação, pré-vestibular


Parte 4: Sintaxe — Entendendo a Arquitetura da Frase

4.1 Período composto por subordinação

Compreender os tipos de orações subordinadas é essencial, especialmente para questões de interpretação e reescrita de frases.

Orações subordinadas adverbiais expressam circunstâncias diversas e são identificadas pelas conjunções que as introduzem:

TipoConjunções principais
Causalporque, pois (antes do verbo), visto que, já que
Concessivaembora, ainda que, mesmo que, apesar de que
Condicionalse, caso, desde que, contanto que
Consecutivatão... que, tal... que, tanto... que
Finalpara que, a fim de que
Temporalquando, enquanto, assim que, logo que
Comparativacomo, assim como, tal qual, mais... do que

As bancas adoram pedir a substituição de uma conjunção por outra de mesmo valor semântico sem alteração de sentido. Dominar essa tabela é garantia de pontos.

4.2 Pontuação — A vírgula que muda tudo

A pontuação é um dos temas mais explorados em questões de reescrita e equivalência. A regra mais fundamental:

Não se separa por vírgula o sujeito do predicado, nem o verbo de seus complementos diretos e indiretos.

O candidato, estudou muito.O candidato estudou muito.

Usa-se vírgula:

  • Para separar o vocativo: João, venha aqui.
  • Para separar o aposto: Brasília, capital do país, é moderna.
  • Para isolar adjuntos adverbiais deslocados: Ontem, o presidente assinou o decreto.
  • Para separar orações coordenadas assindéticas e sindéticas (exceto as aditivas com "e"): Estudou, passou, comemorou.
  • Para isolar orações intercaladas: A decisão, disse o juiz, foi fundamentada.
  • Para separar orações subordinadas adverbiais deslocadas: Embora cansado, ele continuou estudando.

Parte 5: Estratégias de Estudo para a Reta Final

5.1 Monte um cronograma realista

O erro mais comum do candidato é tentar estudar tudo ao mesmo tempo. Português para concursos exige consistência, não intensidade esporádica. Reserve de 45 minutos a 1 hora diária exclusivamente para a disciplina, dividindo entre teoria e prática.

Sugestão de cronograma semanal:

  • Segunda: Interpretação de texto (leitura de textos + resolução de questões)
  • Terça: Concordância verbal e nominal
  • Quarta: Regência e crase
  • Quinta: Ortografia e acentuação
  • Sexta: Sintaxe e pontuação
  • Sábado: Simulado com tempo cronometrado
  • Domingo: Revisão dos erros da semana

5.2 A importância de resolver questões de concursos anteriores

Teoria sem prática não leva a lugar nenhum. Para cada tópico estudado, resolva pelo menos 20 questões de provas anteriores da banca do seu concurso. Cada banca tem um estilo próprio:

  • CESPE/CEBRASPE: Questões certo/errado, textos longos, exploram muito interpretação e concordância. Pegadinhas sutis são a marca registrada.
  • FCC: Questões de múltipla escolha, mais gramaticais, exploram muito morfologia e sintaxe. Exige conhecimento técnico preciso.
  • FGV: Equilíbrio entre interpretação e gramática. Textos geralmente mais elaborados e culturalmente densos.
  • VUNESP: Foco em leitura e interpretação, com questões gramaticais mais acessíveis, mas armadilhas em detalhes.

5.3 Anote seus erros — e entenda o porquê

Criar um "caderno de erros" é uma das técnicas mais eficientes de aprendizado. Toda vez que errar uma questão, não apenas veja a resposta correta. Escreva:

  1. O tema da questão
  2. Por que você errou (desconhecimento? distração? falta de leitura cuidadosa?)
  3. A regra que a questão cobrava
  4. Um exemplo próprio aplicando a regra

Esse processo de metacognição — pensar sobre o próprio pensamento — acelera dramaticamente a fixação do conteúdo.

5.4 Leia muito e leia bem

Para desenvolver intuição linguística e ampliar o vocabulário, a leitura regular é insubstituível. Mas não qualquer leitura: priorize textos escritos na norma culta. Algumas sugestões:

  • Artigos de opinião de grandes jornais (Folha de S.Paulo, O Globo, Estadão)
  • Revistas de cultura e ciência (Piauí, Galileu, Scientific American Brasil)
  • Obras literárias consagradas da literatura brasileira (Machado de Assis, Clarice Lispector, Guimarães Rosa)
  • Textos de referência da área do seu concurso

Conclusão: Português se Aprende com Método

A Língua Portuguesa não é um bicho de sete cabeças. É uma disciplina técnica, com regras claras e padrões identificáveis, que pode — e deve — ser dominada com método, consistência e estratégia.

O candidato que compreende que português para concurso é diferente do português do cotidiano já deu o primeiro passo. O que compreende que cada banca tem seu estilo já deu o segundo. E o que resolve questões diariamente, anota seus erros e busca entender a lógica por trás de cada regra está no caminho certo para gabaritar.

A aprovação não é questão de sorte. É questão de preparo.

Bons estudos — e boa prova!


Quer aprofundar algum tema específico? Deixe nos comentários o tópico que mais te desafia na prova de português e eu preparo um conteúdo exclusivo para você!

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Comando da Aeronáutica abre exame de admissão para Oficiais Aviadores, Intendentes e de Infantaria

 Oportunidades exigem nível médio e oferecem moradia, alimentação e assistência médica durante 4 anos de formação em regime de internato com remuneração conforme a legislação vigente para militares.

Sábado, 18 de abril de 2026
Comando da Aeronáutica abre exame de admissão para Oficiais Aviadores, Intendentes e de Infantaria

O Comando da Aeronáutica, por meio da Diretoria de Ensino, tornou público o Exame de Admissão aos Cursos de Formação de Oficiais Aviadores, Intendentes e de Infantaria do ano de 2027. O processo tem como objetivo preencher 55 vagas para nível médio.

Segundo o edital, as oportunidades são para os cargos de:

  • Oficial Aviador (10 vagas)
  • Oficial Intendente (25 vagas)
  • Oficial de Infantaria (20 vagas)

A jornada do curso é de dedicação exclusiva em regime de internato, com duração de 4 anos. Durante o curso, o cadete recebe remuneração de acordo com a legislação militar, além de alimentação, alojamento, fardamento e assistência médico-hospitalar e odontológica.

As inscrições deverão ser realizadas no período de 6 de abril de 2026 a 27 de abril de 2026, por meio da página eletrônica da EPCAR, das 10h do primeiro dia até as 15h do último dia (horário de Brasília). A taxa de inscrição é de R$ 120,00, com possibilidade de isenção para inscritos no CadÚnico e doadores de medula óssea, conforme previsão em lei.

A seleção será composta por provas escritas (Língua Portuguesa, Matemática, Física, Língua Inglesa e Redação) previstas para 5 de julho de 2026, inspeção de saúde, exame de aptidão psicológica, teste físico, procedimento de verificação documental complementar (para reservas de vagas) e validação documental/habilitação à matrícula.

O curso é realizado sob o regime militar e o vínculo será na Academia da Força Aérea em Pirassununga/SP, por tempo integral, podendo ser prorrogado conforme necessidade da Administração.

O exame terá validade de 10 dias corridos após a matrícula e início do curso, previsto para 10 de janeiro de 2027.

Mais informações podem ser obtidas no edital completo.

Maximize seu potencial de aprovação com nossas Apostilas Digitais exclusivas para este concurso.

Prefeitura de Piratininga - SP abre concurso público com 67 vagas

 Oportunidades abrangem todos os níveis de escolaridade com salários de até R$ 4.310,06, além de gratificações de até R$ 5.100,00 para médicos. A seleção inclui provas objetivas, práticas e de títulos para cargos efetivos.

Quinta-feira, 2 de abril de 2026
Prefeitura de Piratininga - SP abre concurso público com 67 vagas

Prefeitura Municipal de Piratininga, no estado de São Paulo, abriu um concurso público, organizado pelo Instituto IBEPP, para preencher 67 vagas imediatas e cadastro reserva em funções de nível fundamental, médio/técnico e superior.

Segundo o edital, as oportunidades são para os cargos de:

  • Médico de Saúde da Família (1 vaga)
  • Médico Psiquiatra (2 vagas)
  • Agente Comunitário de Saúde (1 vaga)
  • Agente Educacional (20 vagas)
  • Auxiliar de Enfermagem (5 vagas)
  • Escriturário (7 vagas)
  • Fiscal Ambiental (1 vaga)
  • Técnico em Farmácia (2 vagas)
  • Ajudante Geral (10 vagas)
  • Motorista (5 vagas)
  • Operador de Máquinas (CR)
  • Pedreiro (3 vagas)
  • Servente (10 vagas)

A jornada semanal varia de 10 a 40 horas, conforme o cargo. As remunerações vão de R$ 1.946,31 a R$ 4.310,06. Para os cargos de médico haverá gratificação adicional de R$ 2.700,00 a R$ 5.100,00 e adicional de insalubridade de 20%, tendo como base de cálculo o salário mínimo nacional.

As inscrições serão realizadas entre as 0h01 do dia 3 de abril de 2026 e as 23h59 do dia 3 de maio de 2026, exclusivamente no site do portal.institutoibepp.com.br. A taxa de inscrição é de R$ 85,00 para nível superior, de R$ 55,00 para nível médio/técnico e de R$ 35,00 para nível fundamental. Solicitação de isenção pode ser feita de 3 a 10 de abril de 2026 por doadores de medula óssea, doadores regulares de sangue e inscritos no CadÚnico, conforme regras do edital.

A seleção dos candidatos será feita por meio de prova objetiva (todos os cargos), com aplicação prevista para 24 de maio de 2026. Para alguns cargos haverá prova prática, prevista para 28 de junho de 2026. Haverá, ainda, prova de títulos para cargos de nível superior.

O regime de contratação é estatutário, submetido ao Regime Próprio de Previdência Social (RPPS). Os contratos serão efetivos, conforme legislação municipal vigente.

O prazo de validade do concurso será de dois anos, podendo ser prorrogado uma vez por igual período, a critério da Prefeitura Municipal de Piratininga.

Mais informações podem ser obtidas no edital completo.

Maximize seu potencial de aprovação com nossas Apostilas Digitais exclusivas para este concurso.

Marinha do Brasil: Processo seletivo oferece 156 vagas para o Colégio Naval em 2026

 Oportunidade para candidatos de ensino fundamental com treinamento em regime de internato e diversos benefícios inclusos, como auxílio-médico, alimentação e uniforme, além de remuneração de R$ 1.526,92 durante o curso.

Quarta-feira, 1 de abril de 2026
Marinha do Brasil: Processo seletivo oferece 156 vagas para o Colégio Naval em 2026

Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM) abriu as inscrições para o Concurso Público de Admissão ao Colégio Naval em 2026. O objetivo é preencher 156 vagas para ambos os sexos, destinadas a candidatos que tenham concluído ou estejam em fase de conclusão do ensino fundamental.

De acordo com o edital, as oportunidades são para o cargo de:

  • Aluno do Colégio Naval (156 vagas), sendo 142 vagas para o sexo masculino e 14 vagas para o sexo feminino, nas funções típicas de atividades militares.

Os selecionados farão um curso gratuito, em regime de internato, com duração de três anos, no Colégio Naval, em Angra dos Reis (RJ). Os alunos receberão remuneração bruta de R$ 1.526,92, composta por soldo, adicional militar e adicional de compensação por disponibilidade militar, além de alimentação, uniforme e assistência médica-odontológica, psicológica, social e religiosa.

As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo site www.marinha.mil.br/sspm/, das 8h do dia 2 de abril de 2026 até às 23h59 do dia 4 de maio de 2026, horário de Brasília/DF. A taxa de inscrição é de R$ 110,00. Haverá isenção para inscritos no CadÚnico, cuja renda familiar per capita seja de até meio salário-mínimo, e para doadores de medula óssea, mediante solicitação entre os dias 2 e 7 de abril de 2026, conforme as orientações do edital.

A seleção será composta por provas objetivas de matemática, inglês, estudos sociais, ciências e português, além de redação, procedimentos complementares à autodeclaração, inspeção de saúde, teste de aptidão física de ingresso, verificação de documentos e avaliação psicológica. As provas objetivas serão realizadas em 1º e 2 de agosto de 2026.

O período de adaptação está previsto para ocorrer de 10 a 30 de janeiro de 2027. O início do curso será em 1º de fevereiro de 2027.

O prazo de validade do concurso se encerra no dia do início do curso.

Mais informações podem ser obtidas no edital completo.

Descubra como nossas Apostilas Digitais podem transformar seus estudos e aumentar suas chances neste concurso.

Prefere ouvir? Escute o podcast exclusivo com mais informações.

ICMBio - DF abre processo seletivo para brigadistas e chefes de esquadrão no NGI Descoberto-Brasília

 Oportunidades em cadastro reserva visam à prevenção e ao combate a incêndios florestais, com remuneração de até 1,5 salário mínimo e exigência de nível fundamental incompleto para atuação temporária.

Terça-feira, 24 de março de 2026
ICMBio - DF abre processo seletivo para brigadistas e chefes de esquadrão no NGI Descoberto-Brasília

Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), no Distrito Federal, divulgou um edital de Processo Seletivo Simplificado para cadastro reserva de Agente Temporário Ambiental, de nível fundamental incompleto, para atuação na área de prevenção e combate a incêndios no NGI Descoberto-Brasília.

Segundo o edital, as oportunidades são para os cargos de:

  • Brigadista (CR)
  • Chefe de esquadrão (CR)

A jornada de trabalho será definida conforme a demanda da unidade, podendo contemplar escalas diurnas, noturnas e fins de semana, em regime de exclusividade. O cargo de brigadista oferece remuneração de 1 salário mínimo mais auxílios legais, enquanto o chefe de esquadrão recebe 1,5 salário mínimo mais auxílios legais.

As inscrições serão realizadas presencialmente, na BR-070 - Sede da Floresta Nacional de Brasília, km 01, bairro Taguatinga, Brasília/DF, no período de 4 a 8 de maio de 2026, das 8h às 16h. Não haverá cobrança de taxa de inscrição.

O processo seletivo será composto por duas etapas:

  • Pré-seleção - Teste de Aptidão Física (TAF) em 26 de maio de 2026 e Teste de Habilidade no Uso de Ferramentas Agrícolas (THUFA) em 27 de maio de 2026.
  • Pós-seleção - Curso de Formação de Brigada de 15 a 19 de junho de 2026.

O contrato poderá ter duração de 6 ou 24 meses, conforme disponibilidade e classificação, com possibilidade de rescisão antecipada pela administração ou pelo contratado mediante aviso prévio. O regime é temporário.

O processo seletivo terá validade de 6 meses, podendo ser prorrogado por igual período, conforme necessidade da administração.

Mais informações podem ser obtidas no edital completo.

Um guia essencial para quem está começando: conheça o Material Básico para Concursos.